JNoSQL – Diana Release 0.0.1

O JNoSQL é uma tecnologia Java cujo o foco é criar um API comum para comunicação para os bancos não relacionais, não esquecendo também da diversidade que eles possuem. Com o intuito de atender esse objetivo ele é subdividido em duas camadas: A camada de comunicação, aka Diana, responsável pela comunicação Java com o banco de dados, fazendo uma relação com o mundo relacional, ele teria um papel semelhante ao JDBC. A camada de abstração, aka Artemis, responsável pela abstração é responsável por converter uma entidade ou objeto da aplicação para um modelo de baixo nível. Realizando a analogia com o mundo relacional, seria o que o JPA ou um ORM para o NoSQL. O objetivo desse artigo será falar sobre a camada de comunicação, aka Diana.

Dividir e conquistar é uma estratégia comum no mundo Java. Cada uma dessas camadas tem quatro APIs independentes, uma para cada tipo de banco de dados.

AFINAL, VALE A PENA CRIAR UMA API COMUM?

Se olharmos, por exemplo, para as APIs de alguns bancos de dados de Documentos teremos as seguintes classes:

  • BaseDocument para o ArangoDB
  • JsonDocument para o couchbase
  • Json serializador para o Elasticsearch
  • org.bson.Document para o MongoDB
  • ODocument para o OrientDB

Repararemos que eles não tem muita coisa em comum com relação a nomenclatura e compatibilidade de classe ou nome e parâmetros de métodos, etc.. Porém, ao verificar profundamente sua estrutura:

//orientDB
ODocument document = new ODocument(“collection”);
document.field(name, value);

//mongodb
Document document = new Document();
document.append(name, value);

//couchbase
JsonObject jsonObject = JsonObject.create();
jsonObject.put(name, value);

//arangodb
BaseDocument baseDocument = new BaseDocument();
baseDocument.addAttribute(name, value);

É possível perceber eles possuem uma inspiração semelhante, afinal, uma coleção de documento possui um ou mais documentos no qual é uma tupla composta pelo valor e o seu respectivo nome.

Esse tipo de problema acontece também com outras definições, por exemplo, com o TTL, além das operações de CRUD.

Os bancos NoSQL, assim como os bancos de dados, possuem operações básicas que fazem parte do CRUD, ou seja, criar, recuperar atualizar e deletar informações. O problema nesse caso além da estrutura a ser recuperada está na nomenclatura utilizada, por exemplo:

  • insert ou save
  • delete ou remove
  • find ou search
  • callback para realizar operações assíncronas

Para o time to live, de uma informação:

  • long para segundos
  • int para segundos
  • long para milissegundos
  • int para milissegundos

Com essa API, é possível converter para a implementação desejada sem que haja impacto algum nas operações de banco de dados, além de não ser necessário aprender uma nova nomenclatura.

Document document = Document.of(name, value);
DocumentEntity entity = DocumentEntity.of(“collection”);
entity.add(document);

A diversidade nos bancos não relacionais

Certamente a diversidade, seja do tipo e o comportamento único que um banco de dados pode oferecer não pode ficar de fora em uma API desse tipo. Assim, o Diana permite realizar operações de um banco específico como live query do OrientDB, N1ql do couchbase, CQL do Cassandra, recurso de search engine do Elasticsearch dentre outros. Com a vantagem de que a estrutura de dados retornada será uma padronizada.

Drivers disponíveis

Nessa primeira versão o diana terá suporte nos seguintes drivers:

  • ArangoDB
  • Cassandra
  • Coucbase
  • Elasticsearch
  • Hazelcast
  • Hbase
  • MongoDB
  • OrientDB
  • Redis
  • Riak
  • ScyllaDB

Referências:

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